O que preciso para viajar com o meu gato?

viajar-com-gato-ptDevido à sua natureza, o gato tolera bastante mal as mudanças e uma viagem pode ser muito stressante para ele. Se vai viajar de transportes públicos com o seu gato, preparámos-lhe estes conselhos para que tudo corra bem.

Se a viagem é de curta duração, as duas melhores opções são o autocarro e o comboio, mas para distâncias maiores o normal é viajar de avião. Um alimento que pode ajudar a diminuir os nervos do gato nos momentos mais tensos da viagem é Royal Canin Diet Calm CC 36.De qualquer forma, consulte o seu veterinário sobre a idoneidade deste alimento para o seu gato.

Viagem de autocarro com gato

  • O transporte de animais de companhia é permitido e as limitações são expostas na legislação DL-399-F de 84, artigo 16º, nº2. Geralmente, o gato deve ser alojado juntamente com a bagagem do porão e deverá ser colocado onde o responsável da empresa indique, normalmente o condutor.
  • Normalmente, o transporte é feito sob a responsabilidade do viajante, de forma que não há possibilidade de reclamação caso exista algum tipo de percalço no qual o gato sofra algum dano.
  • Avise com antecipação que viaja com um gato, pois algumas empresas só admitem a presença de um único animal por autocarro.
  • Se vai atravessar fronteiras e trocar de empresa de autocarros, deve conhecer as condições em cada sítio.

Viagem de comboio com gato

  • Geralmente, o gato viaja na carruagem com o passageiro, no entanto os restantes passageiros devem estar de acordo.
  • O gato deve permanecer o tempo inteiro no interior da transportadora e esta deve cumprir as características determinadas pela companhia de comboios. Dimensões, estrutura, ventilação, etc.
  • Quando reservar o seu bilhete, informe que viaja com um gato, no caso de ter de pagar algum montante adicional.
    Siga as indicações do pessoal da companhia quando tiver de colocar a transportadora, pois podem proibir que a leve ao seu colo.

Viagem de avião com gato

  • Pelo menos, até agora, os animais são considerados pelas companhias aéreas como mercadorias, por isso devem ser faturados como bagagem. Só há uma exceção, quando o seu peso não excede um valor e vão acompanhados de um passageiro. Cada companhia tem as suas normas, razão pela qual deve consultá-las.
  • Em quase todas as companhias aéreas é possível levar o gato na cabina por não exceder o peso máximo estabelecido (entre 6 e 8 quilos, contando a transportadora, de acordo com cada companhia), mas também é habitual que esteja estipulado um determinado número máximo de animais por voo, por isso, contacte-a com a devida antecedência.
  • Durante o voo, a transportadora deve ficar debaixo do assento do passageiro que o leva. Isto determina o tamanho máximo da transportadora em função do espaço disponível debaixo dos assentos. Neste caso, é possível que se admita a utilização de transportadoras moles, mas deve verificar esta informação.
  • No verão, tente que o voo seja logo de manhã ou à noite, para que as temperaturas sejam mais agradáveis e frescas. O calor extremo do verão pode provocar um golpe de calor no seu gato, que pode ter um final fatal ao não poder ser atendido imediatamente porque viaja no porão.
  • Se por desgraça o seu gato sofre algum dano durante a viagem e tiver de levá-lo ao veterinário, solicite um certificado com o qual possa reclamar à companhia.

Viagem por empresa transportadora

  • Existem empresas especializadas no transporte de animais de estimação sem acompanhante. Como se tratam de empresas privadas com sede em qualquer país do mundo, as condições, as tarifas e as limitações dependem destas. Por exemplo, algumas empresas de transporte de animais de estimação recusam-se a levar gatos de raça Persa se são extremamente chatos.
  • Algumas empresas transportadoras têm veículos e rotas especiais para o transporte de animais. Novamente, deve consultar estas condições.

Imprescindível para viajar em qualquer um dos casos

  • Lembre-se que transportar o seu gato vai exigir documentação necessária, que depende do país de destino. Geralmente, requer-se o passaporte sanitário com as vacinas em dia (especialmente a da raiva), um certificado de boa saúde e a identificação mediante microchip ou tatuagem. Consulte com o lugar de destino qual é o método obrigatório de identificação e se também é necessária a indicação das desparasitações no passaporte sanitário.
  • Consulte qual é o método de identificação, já que nalguns países é obrigatório que se faça mediante microchip.
  • Desaconselha-se que um gato doente ou já muito velho faça uma viagem longa. Também não é conveniente para os gatinhos mais novos (com menos de 4 meses de idade). Consulte o seu veterinário.
  • Também o seu veterinário lhe dirá se lhe pode dar algum medicamento que o mantenha relaxado durante o trajeto. Neste caso, siga tal qual as indicações dele.
  • Cubra a base da transportadora com algum material absorvente descartável, especialmente no caso de vomitar. Para evitar o vómito, não há nada melhor do que fazer a viagem sem comer nada, pelo menos durante as 6 horas anteriores.
  • É bom que o seu gato esteja familiarizado com a transportadora e pulverizá-la com feromonas para ajudá-lo a estar relaxado.

Independentemente do meio de transporte, convém colocar na transportadora uma etiqueta identificativa caso se extravie nalgum momento. Nesta devem figurar os seus dados de contacto, por exemplo, o seu nome e o seu número de telefone.