Lançamento: HEMATURIA DETECTION by Blue Care

A Royal Canin lança no mercado uma solução revolucionária para detetar a hematúria nos gatos. O Hematuria detection by Blüecare é um produto específico para detetar microhematúria na urina dos gatos. Trata-se do primeiro produto comercializado pela Royal Canin que não é alimentação e significa um grande avanço na monitorização e deteção precoce de possíveis recidivas de doenças do aparelho urinário inferior nos gatos.

O Hematuria detection é um produto em forma de grânulos que se espalha sobre a caixa de areia do gato e permite detetar microhematúria na urina do gato, de uma forma muito simples.

Quando estes grânulos entram em contacto com a urina do gato, se esta tiver hemoglobina, os grânulos passam de brancos a azuis escuros, o que vai indicar ao dono que o seu gato está a começar a ter um problema urinário.

Com o Hematuria detection, o dono vai poder detetar estes sinais antes do problema ser mais grave e pode levar o gato ao veterinário para que este avalie a situação, evitando assim que o seu gato piore e tenha que receber um tratamento muito mais agressivo.

Na Royal Canin preocupamo-nos com a saúde dos animais de estimação e é por isso que não hesitámos em lançar este produto inovador, que vai ajudar a monitorizar os gatos com problemas urinários e vai permitir-nos aproximarmo-nos ainda mais do nosso objetivo: prevenir as recaídas em problemas urinários felinos.

Porque é que se deve ir com o gato ao veterinário?

Os nossos gatos costumam stressar-se bastante quando os levamos ao veterinário. Esta é a razão pela qual a grande maioria dos proprietários decide levá-los poucas vezes. Também há a opinião de que não é preciso levá-los quando se trata de gatos que não saem de casa e noutros casos não os levam porque não detetam os sinais de doença.

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Durante a mudança de estação… preste atenção! Alergias e doenças primaveris

A primavera já está aqui! Com ela chega o sol, os campos ficam verdes e aparece… algum visitante não desejado.

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Primeiros socorros

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É um equívoco pensar que o seu gato não corre risco algum porque ele mora num local fechado. Na verdade a imensa maioria dos animais que temos em casa pode enfrentar uma situação que requeira a nossa atuação para salvaguardar a sua saúde, o que deve ser feito com toda a calma possível.

As causas em que a sua atuação pode ser imprescindível são muitas, por exemplo, a aparição de alguma patologia, a ocorrência de um acidente ou um erro, mas os mais comuns são os traumatismos, as feridas e a ingestão de corpos estranhos.

Traumatismos
Os felinos são curiosos por natureza, de modo que mesmo o mais calmo pode sofrer, por si só ou devido a outros animais ou pessoas ao seu redor, um traumatismo.

Infelizmente, os traumatismos mais “famosos” e perigosos acontecem por quedas de alturas, o que é conhecido como a “síndrome do gato pára-quedista”.

Pela maneira como os gatos caem, a partir de qualquer altura, primeiro apoiam as patas traseiras e depois as anteriores, mas, se a velocidade de impacto for extrema, a sua mandíbula vai bater no chão. Por isso, os gatos que sobrevivem a uma queda apresentam fraturas nessas partes do seu corpo.

Os sinais depois de uma queda são dificuldades de mobilidade, variáveis de acordo com as fraturas, e as mucosas pálidas, o que pode fazer com que pense na existência de hemorragia interna.

O que fazer? Se o animal apresenta uma deformidade numa extremidade, nunca deve tentar que volte à sua posição natural; se houver uma fratura, ao ser imobilizada, pode causar mais lesões do que as que já apresenta. Portanto, só deve imobilizar a extremidade afetada na mesma posição em que a encontrar, o que pode ser feito com ligaduras, panos, etc.

Isso é mais difícil do que parece. Deve notar que o gato, para além do óbvio mal-estar, sente dor o que não permitirá facilmente o seu manejo. Portanto, deve agir com calma, por muito que a sua preocupação para com ele implique atuar o mais rapidamente possível. Não obstante, deve manusear com cuidado e seguindo “os seus sinais”, ou seja, de acordo com o que ele lhe permitir.

Uma vez estabilizado, o passo imediato é ir a uma clínica veterinária. 

Feridas
São muitas as possibilidades de que um felino sofra uma lesão de diferentes graus em algum lugar do seu corpo, mas talvez as mais comuns sejam as produzidas por brigas com outros animais. Na verdade, as feridas são muito comuns em gatos que podem aceder o exterior e “enfrentar” outros gatos na rua.

Pela própria natureza das feridas causadas por mordidas e arranhões, há um elevado risco de infecção. O que pode fazer então? O mais adequado, nos traumatismos e com  “o consentimento” do gato, é tentar lavar a área com água oxigenada ou com algum outro desinfetante, mesmo com água e sabão. É também desejável remover o pelo em torno da ferida porque pode contribuir para a infecção.

Depois de limpar a área, deve ser o veterinário a avaliar a extensão da lesão: Um “pequeno arranhão” no globo ocular do seu gato pode esconder uma lesão grave, que sem intervenção pode levar à perda permanente da visão.

Corpos estranhos
Mesmo acidentalmente, os gatos podem engolir objetos que são perigosos e o mais comum é a linha de costura com a agulha enfiada.

Muitas vezes não se vê que o gato tenha ingerido algo que não devia, por isso, deve estar atento aos sintomas, por exemplo, tentar vomitar de uma forma contínua ou inapetente.

Se apresentar a causa destes sintomas; o fio, a agulha ou ambos, na cavidade oral do animal, nunca deve tentar removê-lo, porque eles podem produzir lesões mais graves. Neste caso, deve levar o gato a uma clínica o mais rápido possível e não evitar que esse tipo de ajuda esteja ao alcance do seu melhor amigo.

Outra possibilidade é que tenha ingerido algum produto tóxico ou alguma planta inadequada, por isso, se suspeitar de alguma coisa assim, deve levá-lo imediatamente ao veterinário, com a embalagem do produto ou qualquer folha da planta para que seja possível avaliá-lo de uma forma mais detalhada.

Parasitas internos

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Existe um número relativo de parasitas internos que afetam o cão. A maioria afeta algumas das partes do aparelho digestivo , mas existem também alguns que afetam o coração, as células sanguíneas ou o sistema imunitário.

Estes endoparasitas caninos podem ser ter tamanhos diferentes e alguns podem igualmente ser transmitidos a pessoas, podendo causar doenças graves.

Existem muitas espécies de parasitas internos e muitos deles chegam ao cão através da picada de hospedeiros tais como pulgas, carraças ou mosquitos. Os grupos mais importantes são os vermes de corpo redondo, ou nematodes, e os vermes de corpo achatado, ou céstodes, que afetam o aparelho digestivo, mas também existem os protozoários que produzem a leishmaniose ou os vermes que produzem dirofilariose, ou doença do “verme do coração”.

Os parasitas que afectam o sistema digestivo costumam alojar-se no intestino, onde se alimentam sugando sangue e nutrientes. No intestino, provocam danos nos tecidos, mas podem também levar à anemia, obstrução intestinal e, no pior dos casos, à morte.

A melhor forma de combater esses parasitas é prevenir que eles cheguem ao cão, seguindo as recomendações do veterinário. Por isso, não nos devemos esquecer de desparasitar o nosso cão de acordo com os prazos estabelecidos pelo nosso veterinário e com o produto que ele nos recomendou, uma vez que é ele quem conhece melhor as espécies que afetam o cão mediante o local onde vivemos.

Se este tópico lhe interessa, deixamos-lhe aqui um resumo das características dos parasitas internos mais importantes.

Céstodes

São vermes de corpo achatado, e a espécie que mais afeta o cão é a Dipylidium caninum, que é transmitida pela pulga. Afecta cães de todas as idades e, além do prurido anal, o cão tem sintomas gastrointestinais, tais como a diarreia. Também poderão ser observados segmentos dos parasitas nas fezes.

Devido à dificuldade em erradicar as pulgas do ambiente onde vivem os cães, que já as tenham tido, são frequentes novas infeções deste parasita.

Existem outras espécies, todavia menos frequentes, como Echinocuccus granulosus e Echinococcus multilocularis, que, mesmo assim, mencionamos, uma vez que podem afetar o ser humano.

Spirocerca lupi

Trata-se de um nematode responsável pela espirurosis, uma doença que afecta, sobretudo, a parede esofágica, mas também o estômago, podendo mesmo afectar a parede da artéria aorta. A espirurosis é um doença endémica nos países tropicais, norte da África e sul da Europa.

Este parasita atinge o cão através dos animais que lhe servem de hospedeiros e que são ingeridos pelo cão. Acredita-se que o verdadeiro hospedeiro da Spirocerca Lupi é o Scarabaeus Laticollis, que afeta pequenos vertebrados como, por exemplo, ratos, que se alimentam deles, afetando assim as várias espécies seguindo a expansão da cadeia alimentar.

Os sintomas mais comuns da espirurosis são regurgitação, por vezes problemas de deglutição, vómitos e aumento da sede. Se o parasita estiver alojado na parede da aorta, poderão surgir dificuldades respiratórias.

A melhor maneira de prevenir que o cão contraia esta doença é não permitir que ele ingira algo que não seja a sua comida habitual.

 

Estrongilídeos

As espécies que produzem estrongilídeos são as Uncinaria stenocephala, Ancylostoma caninum e Ancylostoma braziliense. Dependendo das espécies que afetam o cão, os sintomas podem manifestar-se como anemia grave (para os Ancylostomas) ou diarreia (para os Uncinarias).

A infestação passa por várias fases, as mesmas existentes no desenvolvimento da larva dentro do organismo: cutânea e digestiva. Na primeira fase aparecem pequenas pápulas no abdómen e nos dedos, que desaparecem espontâneamente cerca de dez dias depois. A segunda fase começa quando as larvas alcançam o estado adulto no intestino, momento em que a diarreia e obstipação começam a alternar. Contudo, surge logo uma diarreia persistente, com um odor verdadeiramente fétido. Além disso, se o parasita for um Ancylostoma, surgirá uma anemia grave que deixará o animal fragilizado, já que o parasita se alimenta do sangue do cão, pelo que, se a infestação for muito grande, ele perderá diariamente uma grande quantidade de sangue. Se não for tratada precocemente, pode levar o cão à morte.

Áscaris

São dois tipos de nematodes (vermes de corpo arredondado) que afetam os cães: Toxascaris leonina e Toxocara canis, embora este último também possa afetar o ser humano. Esta doença parasitária manifesta-se principalmente em cães jovens, com menos de um ano de idade.

O parasita entra no organismo do cão através da comida ou da água que possa conter os ovos destas espécies, mas também por via intrauterina (pois existem cachorros que já nascem infetados) ou através do leite materno.

Os sintomas mais comuns são o atraso no desenvolvimento, a perda de peso e a elevada mortalidade nos cachorros entre as 3 e as 7 semanas de idade, se nascerem infetados. Pode surgir igualmente a tosse, se o cão for infetado com Toxocara canis, sendo esta devido ao processo de migração das larvas, que passam pelo coração e pelos pulmões, embora voltem ao intestino pela traqueia.

Em casos muito graves, os vermes podem causar obstrução ou perfuração intestinal. Há que destacar que os parasitas também utilizam os nutrientes, que chegam ao intestino através dos alimentos que o cão ingere, o que também contribui para a deterioração do seu estado de saúde.

Outro nematoide comum é o Trichuris vulpis, que manifesta-se pelos sintomas no sistema digestivo e na perda de peso. Por ser um parasita que se alimenta de sangue, pode também causar anemia. O cão pode ser afetado por este parasita ao ingerir ovos que poderão estar em qualquer parte do ambiente exterior.

Protozoários

As duas espécies de protozoários (parasitas unicelulares) que afetam o cão são a Babesia canis e a Leishmania infantum.

O animal que transmite ao cão a Babesia canis é a carraça, em particular, as espécies Dermacentor reticulatus e Rhipicephalus sanguineus.

Estes parasitas unicelulares têm um processo de reprodução um pouco complexo, pois passam por uma fase assexuada, e outra sexuada, e alimentam-se de glóbulos vermelhos, podendo passar despercebidos até que a infeção seja muito grave.

Assim, o melhor tratamento é prevenir que as carraças piquem o cão.

Quanto ao protozoário Leishmania infantum, provoca uma doença que destrói o sistema imunitário do cão, a leishmaniose, sendo a causa do surgimento de outras doenças.

Ele chega ao cão através da picada das fêmeas do mosquito Phlebotomus perniciosus, sendo, por isso, bastante aconselhável utilizar produtos repelentes contra estes insetos. Contudo, os laboratórios já comercializam vacinas que tornam o sistema imunitário do cão capaz de combater o parasita sem que este chegue a produzir qualquer doença, o que até agora era impossível.

 

Dirofilariose

Trata-se de um outro verme, embora este afete o coração, mais concretamente, o ventrículo e átrio direitos, bem como a artéria pulmonar, o Dirofilaria immitis. Também é transmitida por mosquitos, especialmente por aqueles que vivem em países tropicais ou quentes, como é o caso de Portugal, que possui regiões particularmente sensíveis.

Ténias caninas

Existem duas espécies de ténias que afetam o cão, a que causa a dipilidiose e a que causa o quisto hidático.

O nome do parasita que causa a dipilidiose é o Dipilidium caninum e trata-se de um platelminte que não só aloja-se no cão, como também pode afetar o gato e o ser humano.

É transmitido pelas pulgas, especialmente pelas espécies Ctenocephalides canis e Ctenocephalides felis. No entanto, é nestes parasitas externos que se desenvolve a primeira fase do ciclo de vida da ténia, já que, para chegar à fase adulta precisa de estar noutro hospedeiro, geralmente num mamífero. É fácil entender o porquê, se considerarmos que a forma adulta do verme pode medir até 70 centímetros de comprimento e até 3 centímetros de largura.

Por outro lado, o parasita que causa o quisto hidático ou hidatidose é o Echinococcus granulosus, que entra no cão através da ingestão de alimentos que contenham ovos ou larvas. Pode igualmente afetar o ser humano.

É especialmente frequente em áreas com climas temperados, sendo relevante porque pode levar o animal infetado à morte. Necessita de duas espécies de hospedeiros diferentes, os mamíferos herbívoros ou omnívoros, para que as larvas se desenvolvam, e mamíferos carnívoros, para que o verme adulto se desenvolva.

 

O golpe de calor

El golpe de calor

O verão, uma estação com um ótimo clima, época de férias e de diversão para nós, é normalmente do agrado dos nossos gatos.

No entanto, expô-los ao calor excessivo, sem quaisquer tipo de cuidados, pode ter consequências graves.

Para compreender-se a importância que tem a exposição a altas temperaturas para o gato, devemos começar por nos lembrarmos de que o organismo necessita de manter uma temperatura constante, no seu caso entre 38 e 39 graus. Obviamente que o organismo possui mecanismos naturais para a alcançar. Contudo, eles podem falhar, nomeadamente se a temperatura ambiente subir demasiado.

Assim, caso a temperatura do organismo ultrapasse os 42 graus, e ele não conseguir baixá-la para os níveis normais, o gato sofre um golpe de calor, começando por apresentar uma respiração ofegante e muito acelerada, apesar de o gato estar em repouso. Posteriormente, podem ocorrer vómitos e diarreia, e até mesmo dificuldades em manter-se de pé, assim como convulsões e perda de consciência.

Quando o processo avança de forma irreversível, ocorre uma falência múltipla de órgãos, que culmina na morte do gato.

Por isso, é essencial que um gato nunca fique sem água em dias quentes, que possa resguardar-se num local fresco nas horas mais quentes do dia e não deixá-lo trancado num espaço onde a temperatura possa subir rapidamente e ultrapassar os 45-50 graus, por exemplo, num veículo ou numa marquise onde o sol bata com intensidade.

Ainda que não seja uma doença muito comum para o seu estilo de vida, estes conselhos são válidos para todos os gatos. Contudo, existem vários grupos onde se deve ter uma atenção redobrada, que são: os gatinhos, os seniores, os obesos, os gatos com pelo comprido e denso e, claro, os gatos que sofram de alguma doença.

Já sabemos que mais vale prevenir do que remediar. Contudo, se formos obrigados a intervir em caso de golpe de calor, o mais importante é conseguir-se que a temperatura do corpo baixe o mais rapidamente possível. Assim, o melhor é começar a humedecer a parte de trás das orelhas e o pescoço com água fresca (nunca gelada). De seguida, pode aplicar-se gelo nas virilhas e axilas, assim como humedecer o corpo com água, podendo-se cobrir com toalhas húmidas, que devemos retirar regularmente para resfriá-las, voltando a colocá-las. No entanto, é muito importante que não permaneçam durante muito tempo, porque o efeito daí resultante é o mesmo que pretendemos evitar.

Como é óbvio, devemos levar o gato a um veterinário o mais rapidamente possível, para obtermos a ajuda de um profissional, mesmo que ele esteja praticamente recuperado, pois um golpe de calor pode deixar sequelas nos órgãos.

Lembre-se que o verão é uma altura de diversão e não deve ficar manchado devido a um descuido. Por isso, se levar o seu gato de férias, nunca o deixe trancado no carro, ainda que o mesmo esteja à sombra e com as janelas ligeiramente abertas, pois no seu interior podem atingir-se temperaturas fatais para ele.

Plantas tóxicas para gatos

Plantas tóxicas para gatos

O gato é um animal que, por vezes, tem o impulso de mastigar plantas. Logicamente que muitas das que tem à sua disposição são, na sua maioria, ornamentais e exóticas, podendo causar diversos efeitos sobre ele.

Algumas plantas são completamente inofensivas para o gato, como os coléus, a alface ou as violetas. Outras produzem uma espécie de euforia, mas sem qualquer perigo, como a erva dos gatos. No entanto, outras são extremamente perigosas para ele, já que têm propriedades tóxicas, que podem causar problemas digestivos, neurológicos, cardíacos ou dermatológicos.

A lista de plantas tóxicas é extensa, podendo ser praticamente impossível impedir que o gato aceda a alguma delas, especialmente se tiver acesso ao exterior, multiplicando assim o risco.

Relativamente às plantas tóxicas para o gato, dentro de casa, devemos ter muito cuidado com as sementes das maçãs (Malus domestica) e dos alperces (Prunus armeniaca), uma vez que são muito tóxicos para o gato, pois ambos produzem alterações na visão (incluindo a dilatação da pupila) e na respiração.

A flor-do-natal (Euphorbia pulcherrima) é também muito comum nas nossas casas, especialmente no inverno, mas é uma planta extremamente venenosa para o gato, porque o simples contacto com a sua seiva provoca irritação na pele e nos olhos, comichão e bolhas. Caso seja ingerida pode provocar diarreia, vómitos, dor abdominal e lesões nas mucosas.

A cica (Cycas revoluta) é uma planta de pequeno porte, relativamente comum no interior das casas e é uma das mais tóxicas para o gato, podendo provocar diarreia, vómitos, gastroenterite hemorrágica e, em casos extremos, problemas hepáticos e a morte.

No exterior, o gato pode encontrar o eucalipto (Eucalyptus spp.), que pode provocar-lhe vómitos, diarreia, fraqueza e excesso de salivação. O mesmo acontece com as tulipas, os lírios e as begónias. Relativamente ao bolbo da tulipa (Tulipa spp.), ele é a parte perigosa da planta, que causa irritação gástrica, vómitos e diarreias. Quanto aos lírios (Iris germanica), podem causar hipertensão arterial, dor abdominal, diarreia, vómitos e mal-estar geral. Ainda assim, nem todas as begónias (Begoniaceae) são tóxicas. Contudo, em caso de dúvida, o melhor é evitá-las, pois podem causar irritação na boca, dificuldade em engolir e vómitos.

Tanto no interior como no exterior, e dependendo da espécie, o gato deve evitar azáleas (Rhododendron), que são de tal forma tóxicas que podem provocar a morte, embora o gato apresente previamente vómitos, diarreia, excesso de salivação, hipertensão e coma.

Existem diversas espécies de hera (Hereda spp.), algumas tropicais, e que encontramos no interior das casas, e outras que se adaptam ao clima das nossas latitudes. Embora toda planta seja tóxica, os frutos são especialmente perigosos. O simples toque pode causar dermatite, bolhas e erupções, mas, quando ingerida, surgirão vómitos, diarreia, febre, mal-estar geral, espasmos e distúrbios do ritmo cardíaco. Em casos extremos, poderá levar à morte.

A marijuana (Cannabis sativa) não é muito comum, porque a sua posse é ilegal. Contudo, devemos saber que é extremamente tóxica para o gato, alterando a coordenação dos seus movimentos e provocando vómitos, diarreia, salivação excessiva, taquicardia, convulsões e até mesmo coma.

Por fim, falaremos da dieffenbachia (Dieffenbachia bowmanii), cujo látex é bastante tóxico. No entanto, a intoxicação não é habitual porque os sintomas aparecem imediatamente: irritações na pele, inflamação e bolhas. Se for ingerida, provoca dor e ardor na boca, inflamação da garganta e estômago, dificuldades em engolir, vómitos e dificuldades respiratórias.

O stress nos gatos

El estrés en los gatos

Os gatos são animais muito territoriais e qualquer alteração no seu ambiente pode causar-lhes stress.

O stress é o conjunto de reações que permitem que o gato se adapte a uma nova situação: mudanças, obras, uma viagem de carro, a chegada de um bebé, etc. À partida é positivo, mas pode transformar-se em algo negativo quando é excessivo ou muito prolongado, indo para além da capacidade de adaptação do gato.

Os gatos expressam o stress aumentando as atividades que os fazem sentir-se mais seguros, como esfregar-se em mobiliário ou no dono mais frequentemente, ou procurar lugares onde se sinta igualmente seguro. Quando o stress não diminui, ele pode aumentar o seu comportamento de marcação e arranhar, urinar ou defecar em locais fora do habitual. Às vezes tornam-se passivos, ao não se limparem, perdendo o interesse pelos alimentos e permanecendo imóveis.

Em alguns casos de stress são muito úteis as feromonas sintéticas, que são comercializadas para a pulverização de superfícies ou colocação em tomadas elétricas que as espalham pela casa através do seu funcionamento.

É importante observar atentamente o comportamento dos nossos gatos, para se poder detetar pequenas mudanças que possam ser a manifestação de um pedido de ajuda e, na dúvida, devemos levá-lo ao veterinário.