Socialização

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A socialização do cão, que é essencial e uma obrigação do dono, consiste em que o animal conheça o maior número de pessoas, animais, coisas e lugares no menor tempo possível.

A socialização é o período de desenvolvimento mais importante dos cães, porque se for insuficiente, pode desenvolver medos, fobias ou ansiedade (devido a uma quantidade deficiente de estímulos). Portanto, se o cachorro não foi suficientemente socializado com seres humanos, é mais provável que apresente uma disposição amedrontada para com eles, e mesmo agressiva. Assim, está demonstrado que existe relação direta entre a intensidade e a qualidade da socialização e o caráter do cão adulto.

Este período, tal como vemos, é crucial e estende-se desde os 21 dias de idade até cerca das 20 semanas, mas torna-se crítico no que diz respeito à socialização com os humana entre as 5 e as 12 a 14 semanas.

Um cão devidamente socializado, e nos momentos apropriados, terá “aprendido a aprender” de forma que quando confrontado com um novo estímulo “saberá” que tem a capacidade e a possibilidade de investigá-lo sem qualquer medo.

Pela sua importância, o cachorro deve interpretar positivamente todas as novas experiências, pelo que é fundamental não o pressionar, nem forçar em nenhum momento; antes deve deixar-se que experimente e se aproxime por sua própria vontade. Para transformar essa experiência em algo mais positivo, podem dar-se-lhe prémios e brinquedos quando tiver um contacto positivo e aceite de bom grado aquilo que desejamos que faça parte de sua socialização.

Com quem e com o quê socializar?

O animal suscetível de socialização é um cachorro, ao qual se devem apresentar as máximas experiências possíveis, desde que sejam positivas. Além disso, é essencial escolher as situações de acordo com o dono, em particular; por exemplo, um jovem casal que pretende ter filhos fará bem em socializar o cachorro com muitas crianças de todas as idades.

Em qualquer caso, o cachorro deve ser socializado com todo o tipo de pessoas, sejam pessoas em cadeiras de rodas, com capacete de mota, de diferentes idades e aspetos (idosos, homens altos de barba, mulheres grávidas, crianças, de outras etnias), etc.

Pablo Hernández. Etólogo veterinário