Saúde do cachorro

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O seu novo cachorro é uma maravilha da natureza que ainda não tem o sistema imunitário totalmente desenvolvido. Isto faz com que seja mais vulnerável que um cão adulto durante os primeiros meses de vida e que precise de mais cuidados extra durante o crescimento. Otimizar o estado de saúde do seu cachorro está bastante relacionado com uma boa alimentação, mas também é preciso levá-lo ao veterinário para verificar se tem alguma doença – que, para si, pode ser impercetível – para vaciná-lo e para desparasitá-lo. O veterinário também o saberá orientar sobre eventuais sintomas de doença para que possa atuar o mais cedo possível.

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Visitas do cachorro ao veterinário

É preciso levar o seu cachorro ao veterinário para uma primeira consulta, mesmo que ele não mostre nenhum sintoma de doença ou mal-estar e que lhe tenham sido dadas determinadas garantias onde o recolheu. Assim, certifica-se de que o estado de saúde do seu cachorro é ótimo.

A primeira visita ao veterinário com um cachorro é uma ocasião perfeita para esclarecer todas as dúvidas existentes.

  • O veterinário vai comprovar o estado de saúde do cachorro e vai indicar-lhe se são necessários exames ao sangue para descartar doenças infeciosas graves produzidas pelos vírus dos cachorros, inclusive eventuais infeções provocadas por leveduras (fungos).
  • Um dos exames vai verificar o batimento cardíaco do seu cachorro e detetar a eventual existência de sopro cardíaco ou de alguma hérnia.
  • Vai ajudá-lo a escolher a alimentação mais adequada e vai indicar-lhe os cuidados necessários relacionados com a sua higiene, a melhor forma de lidar com ele, o calendário de vacinas, etc.
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Calendário de vacinas do cachorro e identificação

Só o veterinário poderá determinar as vacinas que devem ser administradas ao cachorro e o momento mais adequado para o fazer. Aproveite a ocasião para identificá-lo, pois isso significa registá-lo com o seu nome através de um microchip e aumenta a possibilidade de o encontrar o mais depressa possível, no caso de ele se perder acidentalmente.

  • As vacinas para cachorros. As primeiras defesas do cachorro procedem do colostro da mãe (primeiro leite materno). Depois, o veterinário vai determinar quais as vacinas para cachorro necessárias para imunizá-lo contra determinadas doenças caninas graves:
    • Parvovirose. Costuma administrar-se aos 45 dias de vida, apesar de algumas raças serem especialmente sensíveis a esta doença e, por isso, vacinadas mais cedo. A parvovirose nos cachorros é uma doença vírica extremamente contagiosa que produz uma diarreia sanguinolenta e com mau cheiro, associada a um agravamento geral do cachorro.
    • Tetravalente canina. Chama-se assim porque imuniza quatro doenças: muco canino, adenovírus tipo 2, hepatite infeciosa C e leptospirose. Com esta vacina é costume ser administrada a segunda dose da parvovirose.
    • Raiva e outras doenças. Considera-se a raiva atualmente erradicada, graças ao programa de vacinação canina que torna a vacina obrigatória. Também podemos proteger o nosso cachorro vacinando-o contra a coronovirose e a parainfluenza.
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Desparasitações: internas e externas

Para além dos vírus e das bactérias, o seu cachorro está exposto a parasitas que podem agravar gravemente a sua saúde. Estes parasitas podem ser internos ou externos e, para ambas as situações, já foram desenvolvidos métodos de desparasitação muito eficazes.

As desparasitações do cachorro, quer interna, quer externa, devem estar supervisionadas pelo veterinário, porque em determinadas ocasiões influem no  calendário de vacinas do cachorro.

  • Desparasitação interna. Os parasitas internos são muitos e podem causar graves danos na saúde do cachorro. A desparasitação faz-se com medicamentos que têm em conta o peso do cachorro, pelo que convém seguir as indicações do veterinário.
  • Desparasitação externa. Faz-se para prevenir a infestação de pulgas, carraças e ácaros, bem como para diminuir a possibilidade de ser picado pelos mosquitos que transmitem a leishmaniose e a dirofilariose.

A esterilização do cachorro

É o veterinário quem determina quando esterilizar um cachorro, pois há veterinários que consideram que é melhor esterilizar o cachorro antes dele alcançar a maturidade sexual, enquanto outros preferem esperar que esta seja totalmente atingida.

A esterilização do cachorro é cada vez mais  utilizada devido às vantagens que proporciona.

  • É o melhor método para evitar ninhadas indesejadas e controlar a natalidade.
  • Previne inúmeras doenças do aparelho reprodutor.
  • Diminui o risco de tumores de mama nas fêmeas e de testículos no macho.
  • Elimina os comportamentos sexuais, tais como o cio da fêmea e o desejo de copular dos machos.

O veterinário não só lhe vai indicar a melhor altura para esterilizar o seu cachorro, como também o vai orientar sobre a mudança de alimentação correspondente neste novo estado fisiológico. Pode contar com vários alimentos para cachorros esterilizados: Neutered Junior Medium e Neutered Junior Large Dog.

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Sintomas de doença nos cachorros: causas e soluções

Os cachorros podem padecer de vários transtornos. Alguns não são mais do que dores completamente normais (por exemplo, durante a dentição), mas outros requerem cuidados veterinários. Aqui vamos mostrar-lhe um pequeno índice com os casos mais comuns e que pode servir-lhe de guia, sempre  que vir o seu cachorro incomodado ou com dores.

Se o seu cachorro se coça muito ou se lambe demasiado alguma zona específica, pode ser que tenha algum problema na pele.  Veja se deteta alguma irritação,  crostas, descamação, pontos brancos ou pretos, pele seca, caspa, algum nódulo ou zonas inflamadas, pois isto pode ser sinal de infeções da pele ou dermatite nos cachorros. Se detetar alguma destas situações, consulte o veterinário para que este possa verificar se se trata de uma patologia da pele ou de uma reação alérgica, cuja origem pode ser externa ou interna.

  • Causas externas de comichão nos cachorros. As alergias do cachorro, de origem externa, podem estar associadas ao contacto com substâncias irritantes (como por exemplo, produtos de limpeza, lãs e aerossóis) ou a partículas presentes no ar (como por exemplo, pólen, pó ou mofo). Outra causa frequente são os parasitas externos, como por exemplo, as pulgas. Estas vão causar-lhe uma comichão intensa e, inclusive, uma eventual alergia à própria picadela. Também a tinha (fungo microscópico) produz muita comichão.
  • Causas internas causadoras de comichão nos cachorros. A mais frequente é a reação adversa à comida, causada por uma reação alérgica do sistema imunitário do cachorro contra proteínas inofensivas presentes na sua comida. Para além de uma comichão intensa, também pode causar diarreia e vómitos.

Se o cachorro se coça, consulte a informação do artigo para lutar contra a comichão, mas antes de fazer alguma coisa consulte o veterinário.

O seu cachorro pode tossir por vários motivos, sendo os mais comuns:

  • Coleira apertada. Antes de se assustar, certifique-se de que o seu cachorro não tosse porque tem a coleira muito apertada.
  • Vias respiratórias irritadas devido ao pó, ao fumo do tabaco, aos aerossóis, aos perfumes, etc.
  • Tentar expulsar secreções ou corpos estranhos, como por exemplo, farpas e brinquedos muito pequenos, mas também por engasgar-se com alimentos.
  • Vírus nos cachorros. Quando um cachorro tosse e tem outros sintomas, como por exemplo mucosidade, olhos lacrimosos, falta de apetite e inclusivamente febre, é possível que esteja afetado por um vírus. Vá o mais rapidamente possível ao veterinário.
  • Bactérias. Uma bactéria bastante comum no cão é a Bordetella bronchiseptica, que afeta normalmente cachorros muito novos. Entre os sintomas estão a tosse, os espirros e a secreção ocular.
  • Problemas cardíacos. Quando um cachorro tem tosse, febre e fraqueza, mas sem secreções nasais, é provável que padeça de uma insuficiência cardíaca.
  • Parasitas internos. Alguns parasitas podem alojar-se no aparelho respiratório do seu animal de estimação, como por exemplo o verme traqueal Oslerus osleri, outro motivo para desparasitar o cachorro.
  • Alergias do cachorro e asma canina. Tal como no caso dos seres humanos, as alergias podem causar inflamação nas vias respiratórias. No caso da asma, a tosse é causada por uma dificuldade em respirar.

A halitose (ou mau hálito) pode ter várias causas:

  • A cavidade oral. A causa costuma ser a doença periodontal, associada a problemas, como por exemplo o sarro ou a infeção das gengivas. Para uma melhor prevenção, escove os dentes com produtos específicos e dê-lhe alimentos adequados.
  • Problemas digestivos e renais. Se o seu cachorro tem mau hálito é provável que tenha algum problema digestivo, mas também pode ser devido a uma insuficiência renal e, se for o caso, vai também sentir o cheiro na urina.
  • A temperatura do cachorro deve situar-se entre 38 e 39,5 ºC. Acima disso, consideramos que ele está com febre. Meça-a com um termómetro retal se o sentir letárgico, mais quente do que o normal e com pouco apetite.
  • Pulsação do seu cachorro. A frequência cardíaca do cão varia segundo o tamanho, por isso os cães grandes têm uma frequência cardíaca menor que os cães pequenos. Só se deve preocupar se o coração do seu cachorro bater muito depressa depois de eles estar a descansar um bom bocado e, neste caso, deve consultar o veterinário.

O sistema digestivo do cachorro é muito sensível e a diarreia pode ser de vários tipos:

  • Diarreia originada no intestino delgado. Relativamente frequente, pode ser secundária à alteração da permeabilidade da glicose, osmótica ou devido a gastroenterite. Esta última pode colocar a vida do cachorro em perigo, no caso de não ser tratada. É fundamental que permaneça hidratado e que seja visto pelo veterinário.
  • Diarreia originada no intestino grosso. A colite é o problema mais comum que afeta os nossos cães e costuma ocorrer devido a tóxicos, infeções ou alimentação inadequada, como por exemplo, alimentos elaborados para o consumo humano ou que tenham sido comidos do lixo.

Trata-se da dificuldade de evacuar, o que significa a acumulação das fezes no aparelho digestivo. Dado que o organismo tem que expulsar resíduos todos os dias, considera-se prisão de ventre estar 2 a 4 dias sem evacuar.

  • Se o seu cachorro é muito pequeno vai precisar de calor constante para evacuar, pois está naturalmete acostumado ao calor corporal da mãe. Deve alimentar-se com produtos específicos e ter à disposição água fresca. De qualquer forma, há que estimular-lhe o ventre, o ânus e os orgãos genitais com um pano ou algodão humedecido em água morna.
  • O tipo de dieta é uma causa habitual da prisão de ventre: alimentos pobres em fibra, não beber água suficiente, etc. Isto pode ser corrigido mudando a  comida inadequada do cachorro por outra adaptada às suas necessidades.
  • Também pode ocorrer prisão de ventre nos cachorros se existir uma inflamação do trato digestivo ou sofrerem de dor de costas ou pélvis.
  • A falta de exercício também provoca prisão de ventre, tal como objetos que tenha ingerido e estejam a provocar uma obstrução.
  • Outros problemas, tais como os neurológicos, podem ser muito graves. Por isso, é muito importante consultar o veterinário a partir do 2º ou 3º dia com prisão de ventre.

Os problemas urinários mais frequentes são:

  • Cálculos urinários. Podem causar dificuldade e dor ao urinar e inclusive a presença de sangue na urina. Algumas raças, como por exemplo, o Dálmata e o Schnauzer Miniatura são especialmente propensas, razão pela qual contam com alimentos especiais para elas desde que são cachorros.
  • Cistite. Pode provocar sangue na urina do cachorro e um aumento da quantidade de urina.

Não se preocupe se ao seu cachorro deixar escapar a urina quando lhe faz festas; não é sinal de doença urinária, mas sim um ato reflexo próprio dos cachorros.

Quando um cachorro deixa de comer (anorexia) ou come significativamente menos do habitual (hiporexia), pode ser devido a causas externas ou internas.

  • Causas externas: alterações nas suas rotinas, mudanças na alimentação ou uma intoxicação podem ocasionar perda do apetite.
  • Causas internas: há doenças do cachorro que lhe provocam perda de apetite e inclusive que o fazem deixar de comer. Consulte o veterinário.

Quando um cachorro deixa de beber aumenta o risco de desidratação, o que em casos extremos coloca em risco a sua vida. A desidratação do cachorro é mais frequente do que que imagina e pode causar danos muito graves. Estas são algumas das causas pelas quais o cachorro pode não beber:

  • O bebedouro é de plástico, o que pode provocar um certo cheiro e sabor que não são do sejam do agrado. Substitua-o por um de inox ou de vidro.
  • A água está suja ou não é recente: o seu cachorro prefere a água limpa e fresca. Se não estiver assim é provável que a rejeite. Mude-a frequentemente, muito mais quando está calor, e mantenha o bebedouro bastante limpo.
  • O bebedouro não é o adequado: além do material, também é importante que o bebedouro tenha a profundidade e o tamanho adequados para cada cachorro.

Os cachorros precisam de beber quando têm sede, por isso, devem ter sempre água. Se der conta que o seu cachorro não quer beber água durante muito tempo, especialmente depois de brincar ou comer, leve-o ao veterinário.

Hoje em dia, o excesso de peso é uma doença canina cuja ocorrência está a aumentar. Considera-se que um cachorro tem excesso de peso quando o seu peso ideal foi ultrapassado em 15%, e que está obeso quando foi ultrapassado em 30%.

  • O aumento de peso produz-se quando o seu cachorro consome diariamente mais alimento do que aquele que precisa, de acordo com a energia que gasta. Neste caso é preciso aumentar o exercício diário, não lhe dar caprichos e respeitar as rações de alimento recomendadas.
  • Também pode engordar por outros fatores, como por exemplo, a raça, a castração, as doenças endócrinas, os medicamentos, etc.