Primeiros socorros

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É um equívoco pensar que o seu gato não corre risco algum porque ele mora num local fechado. Na verdade a imensa maioria dos animais que temos em casa pode enfrentar uma situação que requeira a nossa atuação para salvaguardar a sua saúde, o que deve ser feito com toda a calma possível.

As causas em que a sua atuação pode ser imprescindível são muitas, por exemplo, a aparição de alguma patologia, a ocorrência de um acidente ou um erro, mas os mais comuns são os traumatismos, as feridas e a ingestão de corpos estranhos.

Traumatismos
Os felinos são curiosos por natureza, de modo que mesmo o mais calmo pode sofrer, por si só ou devido a outros animais ou pessoas ao seu redor, um traumatismo.

Infelizmente, os traumatismos mais “famosos” e perigosos acontecem por quedas de alturas, o que é conhecido como a “síndrome do gato pára-quedista”.

Pela maneira como os gatos caem, a partir de qualquer altura, primeiro apoiam as patas traseiras e depois as anteriores, mas, se a velocidade de impacto for extrema, a sua mandíbula vai bater no chão. Por isso, os gatos que sobrevivem a uma queda apresentam fraturas nessas partes do seu corpo.

Os sinais depois de uma queda são dificuldades de mobilidade, variáveis de acordo com as fraturas, e as mucosas pálidas, o que pode fazer com que pense na existência de hemorragia interna.

O que fazer? Se o animal apresenta uma deformidade numa extremidade, nunca deve tentar que volte à sua posição natural; se houver uma fratura, ao ser imobilizada, pode causar mais lesões do que as que já apresenta. Portanto, só deve imobilizar a extremidade afetada na mesma posição em que a encontrar, o que pode ser feito com ligaduras, panos, etc.

Isso é mais difícil do que parece. Deve notar que o gato, para além do óbvio mal-estar, sente dor o que não permitirá facilmente o seu manejo. Portanto, deve agir com calma, por muito que a sua preocupação para com ele implique atuar o mais rapidamente possível. Não obstante, deve manusear com cuidado e seguindo “os seus sinais”, ou seja, de acordo com o que ele lhe permitir.

Uma vez estabilizado, o passo imediato é ir a uma clínica veterinária. 

Feridas
São muitas as possibilidades de que um felino sofra uma lesão de diferentes graus em algum lugar do seu corpo, mas talvez as mais comuns sejam as produzidas por brigas com outros animais. Na verdade, as feridas são muito comuns em gatos que podem aceder o exterior e “enfrentar” outros gatos na rua.

Pela própria natureza das feridas causadas por mordidas e arranhões, há um elevado risco de infecção. O que pode fazer então? O mais adequado, nos traumatismos e com  “o consentimento” do gato, é tentar lavar a área com água oxigenada ou com algum outro desinfetante, mesmo com água e sabão. É também desejável remover o pelo em torno da ferida porque pode contribuir para a infecção.

Depois de limpar a área, deve ser o veterinário a avaliar a extensão da lesão: Um “pequeno arranhão” no globo ocular do seu gato pode esconder uma lesão grave, que sem intervenção pode levar à perda permanente da visão.

Corpos estranhos
Mesmo acidentalmente, os gatos podem engolir objetos que são perigosos e o mais comum é a linha de costura com a agulha enfiada.

Muitas vezes não se vê que o gato tenha ingerido algo que não devia, por isso, deve estar atento aos sintomas, por exemplo, tentar vomitar de uma forma contínua ou inapetente.

Se apresentar a causa destes sintomas; o fio, a agulha ou ambos, na cavidade oral do animal, nunca deve tentar removê-lo, porque eles podem produzir lesões mais graves. Neste caso, deve levar o gato a uma clínica o mais rápido possível e não evitar que esse tipo de ajuda esteja ao alcance do seu melhor amigo.

Outra possibilidade é que tenha ingerido algum produto tóxico ou alguma planta inadequada, por isso, se suspeitar de alguma coisa assim, deve levá-lo imediatamente ao veterinário, com a embalagem do produto ou qualquer folha da planta para que seja possível avaliá-lo de uma forma mais detalhada.