Preparação da chegada do cachorro

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Já decidiu compartilhar a sua vida com um cachorro? Formidável, de certeza que a sua vida vai melhorar! No entanto, é preciso preparar tudo porque começar com o pé direito com um cachorro é fundamental para a futura convivência. Se procura respostas a perguntas do género: como estar preparado para um novo cachorro?; o que comprar quando vai ter um cachorro?; o que fazer quando chega um cachorro?; não se preocupe, aqui damos-lhe a resposta para que a chegada de um cachorro a sua casa seja um sucesso.

Vamos falar-lhe de algumas coisas a ter em conta antes e depois de ir buscar o seu cachorro, apesar de ainda existirem outras a ter em consideração para poder recebê-lo da melhor forma possível.

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Coisas básicas para preparar a chegada do cachorro

Ter um novo cachorro em casa implica prever uma série de situações, desde possíveis doenças até aos recipientes onde vai comer e beber, passando pelos passeios. Com um bocado de organização, vai ser muito fácil não se esquecer destes pontos fundamentais.

  • Escolha do veterinário. É bastante aconselhável tê-lo já escolhido quando o novo cachorro chegar a casa, pois recomenda-se que este passe por um exame completo o mais cedo possível.  Se não conhecer nenhum, de certeza que os seus amigos ou familiares que tenham animais de estimação vão poder recomendar-lhe algum. Caso contrário, utilize o nosso localizador de clínicas veterinárias para encontrar uma que esteja perto da sua casa.
  • Comedouro e bebedouro. É melhor tê-los preparados antes da chegada do cachorro a casa, sendo que o bebedouro deve estar sempre ao seu alcance com água limpa e fresca. Ao escolhê-los tenha em conta:
    • Material. Os cães não são muito exigentes com o material dos recipientes onde bebem e comem. No entanto, tal como o plástico, podem conservar cheiros que ocasionem rejeição. O material mais resistente é o inox, que também é muito fácil de limpar, mas se preferir os de louça ou vidro, também são adequados, apesar de mais frágeis.
    • Tamanho. Um comedouro muito grande pode ser incómodo para o cachorro, tal como um muito pequeno. Sempre que for possível, o comedouro deve ter pelo menos a largura do focinho do cachorro. Pode ser um pouco maior para quando cresça, mas não demasiado para não lhe custar encontrar a comida.
    • Limpeza. Deve ser o conceito a prevalecer na escolha. Há comedouros e bebedouros muito bonitos, mas cuja higiene é difícil de manter.  Tenha em conta este aspeto quando o comprar, porque a limpeza destes recipientes é fundamental para a saúde do seu cachorro.
    • Mais do que um. O cachorro precisa de beber muita água, por isso, não é má ideia colocar mais do que um bebedouro em vários sítios da casa.
  • Coleira e trela. Vão fazer parte da vida do cachorro, por isso, a escolha destas é importantíssima. Adapte a escolha da coleira e da trela às características do seu cachorro. Por exemplo, não escolha uma trela muito comprida para poder controlá-lo melhor e não lhe ponha um arnês se a tendência dele for puxar muito porque não vai conseguir diminuir este impulso. Também deve saber que, quase de certeza, vai ter de trocá-las à medida que ele for crescendo.
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Material de higiene do cachorro

Os cachorros não se caracteriza[Office1] m por serem limpos por natureza, por isso, a higiene deles depende totalmente de si. Nalguns casos, bastará uma escovagem periódica, mas noutros vai ter de recorrer a um banho. Em qualquer dos casos, deve acostumá-lo desde pequeno.

  • Escovas e pentes. Mesmo que o seu cachorro tenha o pelo curto é muito aconselhável que o escove frequentemente. Desta forma, ele vai habituar-se e aceitar melhor essa prática durante as épocas de muda. Isto é absolutamente imprescindível se o cachorro que escolheu tem o pelo comprido.
  • Produtos cosméticos. Hoje em dia existem inúmeros artigos para o cuidado dos cães: champôs, amaciadores, máscaras reparadoras, etc. Certifique-se que o produto que usar está formulado para cachorros (alguns só podem ser usados em cães adultos). Como o pH da pele canina é diferente do dos  seres humanos, não use os seus produtos cosméticos no seu cachorro .
  • Banho do cachorro. Consulte o seu veterinário para saber se pode dar banho ao cachorro, pois na fase de vacinação pode não ser recomendável. Dê-lhe banho com água quente e depois certifique-se de secá-lo conscienciosamente.
  • Limpeza do lar. A chegada do seu novo cachorro significa o aparecimento de pelo por todos os lados, o que nem sempre é fácil de suportar.

Alimentação do novo cachorro

Para não acrescentar stress ao processo de adaptação e evitar problemas de diarreias ou vómitos causados por uma mudança brusca de alimentação, o novo cachorro deve comer aquilo que estava a comer antes de chegar ao novo lar.

Uma vez transcorrido esse período de adaptação pode efetuar a mudança de alimentação. Para escolher a comida de cachorros mais adequada deve ter em conta a idade e o tamanho que vai chegar a ter quando for adulto, bem como a raça.

  • Escolha da comida para o seu novo cachorro. A escolha do alimento adequado para o seu cachorro garante o correto crescimento e aumenta a esperança de vida dele. Como é um tema muito importante, recomendamos-lhe a secção “Como alimentar o cachorro”, onde dispõe de toda a informação necessária.
  • Tipos de alimentos para cachorros. A dieta que combina alimentos secos e húmidos, mixfeeding, é perfeita para a saúde dele, apesar de poder escolher que coma só alimento seco ou húmido desde que aquilo que escolher contenha todos os nutrientes necessários e na proporção adequada.
  • Como fazer a mudança da comida do cachorro. É melhor fazê-la pouco a pouco para diminuir quer a rejeição do novo alimento (neofobia alimentar), quer o risco de vómitos ou diarreia. Este processo paulatino recebe o nome de transição alimentar.

Depois de escolher a comida do seu cachorro, poderá comprá-la em clínicas veterinárias, lojas especializadas físicas e online.

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Bem-estar do novo cachorro

Para o cachorro estar em casa o mais confortável possível é preciso recebê-lo adequadamente, respeitar os comportamentos que são naturais para ele, tais como o tempo de descanso, a brincadeira ou a relação com outros animais. Aqui damos-lhe algumas ideias com as quais pode criar um ambiente adequado para o seu cachorro.

  • A primeira noite do cachorro em casa. Essa pequena bola de pelo que chega a sua casa pela primeira vez deixou a mãe e os irmãos para enfrentar um novo ambiente. Alguns cachorros acusam pouco a mudança, mas outros precisam de uma atenção especial. No nosso artigo “Bem-vindo a casa” dispõe de mais informação.
  • O descanso do cachorro. O cachorro é muito brincalhão durante o tempo em que está acordado, mas realmente dorme muitas horas por dia, mais do que aquelas que está acordado. Apesar de dormir em qualquer lugar, é importante que tenha um lugar calmo para ele, onde não seja muito incomodado. Precisa de dormir para ter um crescimento pleno. Nas épocas mais frias é bom colocar-lhe uma caminha ou um colchão para não estar em contacto direto com o chão.
  • Brincadeira de cachorro.  É uma das atividades mais importantes para um cachorro, pois com ela aprende a controlar o corpo e serve-lhe de distração. Morder faz parte desse comportamento, por isso, evite utilizar as suas mãos porque os dentes finos e pontiagudos dele podem aleijá-lo. É melhor utilizar brinquedos, cujos inúmeros modelos podem ser encontrados nas lojas de animais.
  • Presença de outros animais. Se em casa existirem outros animais, sejam gatos, pássaros, pequenos mamíferos, etc., tome algumas medidas de precaução durante o processo de adaptação: por exemplo, vigie-os de perto quando interagirem e mantenha-os separados quando não estiver em casa.
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Um ambiente seguro para o seu cachorro

É óbvio que o seu cachorro deve ser vigiado quando sair para passear, porque na rua são muito evidentes os riscos que corre. Da mesma forma, apesar de não parecer, em sua casa também há perigos para ele, caso não sejam tomadas as devidas precauções. Para perceber como deve proteger o seu cachorro, coloque-se à altura dele e comprove por si próprio a quantidade de lugares onde pode chegar: desde cabos elétricos, produtos de limpeza, medicamentos, etc.

  • Segurança no interior da casa
    • Cabos e tomadas. Se o cachorro brincar com eles, estes podem enrolar-se ao seu pescoço e se os morder pode apanhar um choque.
    • Sacos de plástico. Podem envolver a cabeça do seu cachorro e impedi-lo de respirar. Mantenha-os fora do seu alcance.
    • Plantas tóxicas. Se for fã de plantas, tenha em conta que algumas são tóxicas para o cachorro, que pode utilizá-las para brincar.
    • Produtos de limpeza e medicamentos. Se estiverem ao seu alcance ele pode brincar com as embalagens e engulir o conteúdo das mesmas. É óbvio, mas lembre-se que alguns medicamentos podem ter efeitos secundários graves e que os produtos de limpeza são tóxicos.
    • Janelas e varandas. Quando um cachorro passar muito tempo em casa sem sair, olhar pela janela ou pela varanda pode ser uma forma de estar entretido. Cerifique-se de que isso não significa um perigo para ele.
  • Segurança no exterior da casa
    • No jardim. Se tiver jardim e o seu cachorro vai estar aqui sem vigilância, é preciso ter a certeza de que não há nenhum sítio por onde possa sair. Além disso, se vai estar no jardim a maior parte do tempo, tente que tenha um espaço protegido do sol forte e da chuva.
    • Durante o passeio. Leve-o sempre preso pela trela e solte-o só em lugares  adequados para o efeito. Ainda que o  seu cachorro possa ser muito obediente e não se afaste de si, não se fie porque no caso de um imprevisto o mais habitual é que desate a correr tão rápido que não o consiga apanhar. Se para além disso estiver numa zona de ruas com muito tânsito ou estradas, o perigo multiplica-se exponencialmente. Também durante o passeio deve estar atento ao impulso dele de levar à boca tudo aquilo que encontrar, o que pode colocar em risco a sua saúde.

Se precisar de utilizar primeiros socorros para o seu cachorro, não deixe de ver este vídeo para saber aquilo que deve ter em conta.

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Identificação do cachorro

Até há uns anos atrás, o método de identificação consistia em fazer uma tatuagem com uma máquina especial e com pessoal preparado para o efeito. A tatuagem era voluntária e não constava num registo oficial, mas sim no de entidades particulares, tais como associações caninas ou clubes de raça. Hoje em dia é obrigatória a implantação do microchip.

Tal como os nossos pais nos inscrevem no Registo Civil quando nascemos, também nós devemos registar o cachorro no Sistema de Identificação e Recuperação Animal (SIRA) Red Española de Identificación de Animales de Compañía (REIAC). Nesta base de dados vai aparecer o seu nome completo, endereço, um número de telefone de contacto e o número do microchip do cachorro. Se tiver alguma dúvida sobre como registar o seu cachorro, entre outras coisas, consulte o seu veterinário, pois ele é a pessoa autorizada oficialmente para o fazer.

O microchip tem o tamanho de um grão de arroz e o seu cachorro apenas o vai sentir ao colocá-lo, não o voltando a notar mais. Pelo contrário, se o seu animal de estimação se perder, o microchip será fundamental para o vosso reencontro.