Os gatos também aprendem

Los gatos también aprenden

É muito comum ouvir, tanto os donos de gatos, como todos aqueles que não partilham a sua vida com um destes animais maravilhosos, que não é possível ensiná-los e que eles fazem apenas aquilo que querem. No entanto, e neste aspeto, os gatos não são diferentes dos outros animais, pois eles também podem ser ensinados. Devem ter-se simplesmente em conta vários fatores importantes: saber como os gatos aprendem, o que é necessário, quais são as suas limitações e o que deve ser evitado.

Como aprendem os gatos?

O gato utiliza diferentes formas de aprendizagem desde tenra idade, já na fase socialização, mas as duas mais importantes são a observação e associação.

  • Aprendizagem por observação. Pelas características típicas da espécie, os gatos são animais com uma capacidade de acuidade visual muito importante. Isto faz com que a aprendizagem, através da observação ou da imitação, assumam uma maior capacidade de adquirir habilidades do que noutras espécies.
  • Aprendizagem por associação. Por outro lado, assim como os restantes animais, eles são capazes de aprender por associação. Ou seja, através do facto de associarem um comportamento ou situação com algo benéfico para eles (recompensa) ou com algo desagradável (castigo). Assim tenderão a repetir mais ou menos esse comportamento ou a promover, ou evitar, determinadas situações. Por exemplo, se um gato mia às cinco da manhã e, como resultado, o dono lhe dá comida, o mais provável é que no futuro o gato continue a miar de noite para que o seu dono se levante e lhe dê comida.

O que é necessário para que o gato aprenda?

Os gatos são animais que necessitam de uma grande motivação para manterem a atenção naquilo que estão a fazer, por isso, eles reagem favoravelmente à comida (geralmente a enlatada), à atenção e à brincadeira.

Para que a motivação não se perca, e o animal se recuse a fazer o que lhe ensinamos, é fundamental realizar sessões de treino de curta duração (não mais do que cinco minutos).

Também a paciência é uma aliada fundamental. Não basta repetir algumas vezes ao gato aquilo que queremos dele, é necessário repetir a atividade frequentemente, bem como em momentos e lugares da casa diferentes.

O que podemos ensinar a um gato?

Além de ensinar-lhe coisas que nos parecem corretas e outras que não queremos que faça, sobretudo reforçando aquelas que ele faz bem, e adaptando o ambiente para evitar as menos apropriadas, podemos também praticar com ele habilidades ou “truques”.

Os exercícios que envolvam a realização de habilidades naturais, por exemplo, sentar-se, trazer coisas ou dar a pata, podem ser uma boa escolha para começar. Dar a pata é algo muito natural para os gatos, uma vez que eles costumam utilizar as suas patas dianteiras para pedir atenção ou para caçar animais de forma semelhante.

Para condicionar o comportamento do gato, e conseguir que ele realize exercícios diferentes, poderá utilizar um clicker. Através deste método, existem pessoas que conseguiram que o seu gato acendesse uma luz ou algo semelhante. Geralmente, este tipo de condicionamento fornece resultados igualmente satisfatórios semelhantes àqueles obtidos noutras espécies, incluindo o cão.

O que deve ser evitado?

A sensibilidade do gato, relativamente ao castigo é enorme, o que determina o método de ensino. Assim, é fortemente desaconselhável o castigo físico (incluindo atirar-lhe objetos, algo muito comum, infelizmente) e o castigo verbal (por exemplo, gritar). Independentemente de se tratar de algo que queiramos ensinar-lhe ou de algum comportamento que queiramos corrigir. Castigar o gato pode originar reações de stress e até mesmo agressividade devido ao medo do dono, o que agrava ainda mais a situação.