Gato comun europeu

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A origem do gato comum, cientificamente denominado Felis silvestris catus, data do Quaternário, quando surgiu o gato selvagem de Martelli (Felis lunensis) há 1,8 milhões de anos. No entanto, foi apenas no fim da segunda era glaciar – quando apareceu o seu antepassado mais próximo, o Felis silvestris – que se deu a sua propagação pela Europa, Ásia e África, com uma evolução em três espécies diferentes.

De acordo com os especialistas, o gato comum atual provém da espécie africana – Felis silvestris lybica – por duas razões principais: foram os antigos egípcios a domesticá-lo há milhares de anos e esta seria a espécie mais dócil das três; de facto, a europeia – Felis silvestris silvestres – considera-se totalmente selvagem.

A data da domesticação por parte dos egípcios situa-se entre 4.500 e 2.500 anos a. C. e considera-se que começou com a aproximação espontânea dos gatos selvagens aos assentamentos humanos.

Tal como fizeram os britânicos – selecionando gatos comuns que viviam nas ilhas para criar o British Shorthair – em 1983, a Federação Internacional Felina reconheceu a raça europeia (selecionada a partir de gatos comuns continentais sem pedigree e com um standard diferente). Hoje em dia é a única associação internacional que a reconhece, como o testemunham os criadores que a ela se dedicam e os exemplares presentes nas exposições.

TEMPERAMENTO

Descrever o temperamento do gato comum europeu não é fácil porque há uma grande variedade de caracteres, desde os extraordinariamente distantes e desconfiados, até aos extremamente carinhosos e sociáveis. Alguns também são muito nervosos enquanto outros, pelo contrário, se mostram bastante tranquilos. Naquilo que todos costumam coincidir é na tendência para ser muito alegres enquanto gatinhos e mais serenos quando crescem e atingem a maturidade.

O carácter reservado próprio do gato torna-se ainda mais marcado quando não sociabiliza de forma adequada. Por isso, é necessário que tenha contacto com o ser humano desde muito pequeno para reforçar o aspeto dócil.

Também é próprio do gato comum a sua grande inteligência e o ser reticente a receber disciplina. Por isso, quando quiser ensinar-lhe alguma coisa deve fazê-lo de forma suave, sem levantar a voz e, obviamente, sem castigos físicos. Se não for assim, o efeito será exatamente o contrário, porque vai ficar desconfiado e, inclusive, evitar o contacto..

Ainda que possa parecer contraditório face ao que acabámos de dizer, é realmente fácil de treinar por ser muito inteligente (apesar de devermos começar a ensiná-lo desde gatinho, com reforço positivo e com muita paciência, para que essa aprendizagem ocorra).

É fundamental para o gato brincar durante toda a vida, não apenas para diminuir a sensação de aborrecimento por não sair de casa, mas também para conservar um temperamento equilibrado e ajudá-lo a manter-se em forma.

Alguma vez se questionou se a cor do pelo influi no carácter do gato? Alguns estudos assim o dizem e comprovam.

CUIDADOS

Os cuidados a ter com o gato comum europeu são relativamente simples: é apenas preciso escová-lo para retirar o pelo morto – que aumenta durante a época da muda – proporcionar-lhe brinquedos para fomentar o exercício, deixar água para beber sempre à sua disposição e dar-lhe uma boa alimentação.

No que diz respeito à saúde, os verdadeiros inimigos naturais são os transtornos urinários. Para evitá-los, na medida do possível, não só deve ter água sempre disponível, mas também deve uma comida o mais adaptada possível. Para isso, é preciso ter em conta a idade e o facto de ter sido, ou não, esterilizado.

Estes alimentos adaptados podem ser combinados com alimentos húmidos, o que é conhecido como dieta mista e tem uma série de benefícios para a saúde do gato.

PARTICULARIDADES

  • Depois da esterilização ocorrem mudanças no metabolismo do gato, como por exemplo, o aumento do apetite e a diminuição das necessidades energéticas. Por isso, é preciso adaptar a alimentação depois da intervenção cirúrgica, especialmente para evitar o aumento de peso.
  • Alguns gatos têm sensibilidades especiais, tais como o aumento de peso, a formação de bolas de pelo ou a saúde urinária, entre outras, que podem ser tratadas com uma alimentação adaptada.

GATINHOS

  • O seu gatinho precisa de cuidados assim que chegar a casa. Mesmo que lhe pareça ser um lugar seguro, a casa está cheia de perigos e por isso deve preparar o ambiente adequado para prevenir a sua segurança.
  • O seu crescimento é relativamente rápido – costuma terminar aos 12 meses – e o seu desenvolvimento sexual é precoce (as fêmeas podem ter o primeiro cio ainda antes dos 6 meses).
  • Quando termina o processo de crescimento tornam-se, geralmente, gatos esbeltos, de tamanho médio a grande, e com uma musculatura bem desenvolvida, que os dota de uma agilidade extraordinária. Para poder desenvolver todas estas características, o gatinho tem de comer um alimento que lhe ofereça todos os nutrientes na quantidade e proporção adequadas, que também variam caso seja esterilizado antes de acabar de crescer.

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O banho

O banho

É possível que o nosso cão necessite de um banho em algumas ocasiões e não haja nenhum motivo higiénico para não fazê-lo, mas devemos respeitar certas normas.

A primeira é ajustar a frequência do banho às verdadeiras necessidades higiénicas do cão, uma vez que banhos muito frequentes podem causar algum transtorno à pele, um risco que aumenta se os produtos cosméticos utilizados não forem adequados.

É claro que, para o banho não ser uma tortura para o cão nem para o dono, é imprescindível que esteja habituado desde cachorro.

Tendo visto estas noções básicas, vamos agora ver como dar um banho com as melhores condições possíveis. Curiosamente, começamos pelas condições anteriores ao banho: o pelo deve estar desenriçado, senão, quando molhado, torna-se emaranhado e impossível de escovar, de modo que necessitará de ser cortado.

Mesmo antes do banho, deve ter-se preparados todos os utensílios, desde os produtos cosméticos até um tapete antiderrapante no fundo da banheira, passando pelas toalhas com as quais se retira o excesso de humidade.

Também é muito importante que a temperatura ambiente da divisão seja adequada, pois o cão pode constipar-se caso esteja demasiado frio.

Quando o cão estiver dentro da banheira, deve molhar-se cuidadosamente com água morna, quase quente. Não é imprescindível, mas se quiser deixar água no fundo da banheira, o nível máximo deve ser até roçar o peito, nunca acima disso pois pode dificultar os movimentos.

Quando o cão estiver completamente molhado, aplica-se o champô, que deve espalhar-se de forma homogénea por todo o corpo. Para tal, é melhor colocar uma pequena quantidade na palma da mão e aplicá-la em diferentes partes do corpo, para depois poder espalhar o máximo possível. É necessário ter em conta que se deitar toda a quantidade de champô necessária no lombo para depois espalhar, será más difícil que chegue de forma homogénea ao resto do corpo, uma vez que a quantidade máxima ficará concentrada no dorso.

A última parte que se deve ensaboar é a cabeça, e deve ter-se muito cuidado para não entrar espuma nos olhos, nas orelhas ou no nariz.

Depois de aplicar corretamente o champô, é necessário enxaguar o pelo de forma a conseguir eliminar completamente todo o champô, pelo que, mais uma vez, é de realçar a importância de aplicar pouca quantidade e espalhá-la de forma adequada.

Conforme as características do pelo, pode aplicar-se um condicionador, seguindo sempre as indicações do fabricante, pois alguns requerem esclarecimento quanto à sua utilização.

Depois de enxaguar bem, é preciso remover o excesso de água, primeiro pressionando suavemente com as mãos e depois com as toalhas, que temos preparadas desde o início. Depois de retirar o excesso de água vem a parte mais detestada por muitos cães, o secador, que apesar disso é imprescindível, uma vez que se o cão ficar húmido pode constipar-se ou causar alguma irritação na pele. Isto também deve ser feito no verão.

Deixámos este ponto para o fim devido à sua importância, mas antes de começar deve remover-se tudo o que se possa romper ou partir e se encontre ao alcance do cão, especialmente objetos de vidro!

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