Benefícios de conviver com um gato

São incontáveis as razões para se ter um gato, não só porque o afirmam todas as pessoas que têm um, mas também porque foram muitos os estudos realizados nas últimas décadas sobre a compatibilidade entre o ser humano e o gato.

Uma das entidades pioneiras nesta área é o Waltham Center for Pet Nutrition (Centro Waltham para a Nutrição do Animal de Estimação), localizado em Leicestershire, no Reino Unido, e que conta já com mais de cinquenta anos de experiência.

Do mesmo modo, inúmeras universidades nos cinco continentes já realizaram algum tipo de estudo nesta área e em todos se concluiu que os benefícios de ter um animal de estimação têm impacto tanto na saúde física como mental.

Benefícios ao nível da saúde física

Ficaria surpreendido se lhe disséssemos que o convívio com um gato contribui para a manutenção da mobilidade, a redução do risco de sofrer de doenças cardiovasculares, a melhoria do funcionamento do sistema imunitário e que até tem uma função preventiva? É um facto.

Ter um gato melhora a saúde física…

  • Porque tem uma função preventiva incalculável, dado que ao convivermos com ele o nosso sistema imunitário fica mais ativo do que se não o tivéssemos.
  • Porque o contacto físico com o gato diminui o risco de sofrer de doenças cardiovasculares e ataques cardíacos ao reduzir a pressão arterial sistólica, assim como os níveis de triglicéridos e colesterol. Também já foi demonstrado que as pessoas que têm gatos e que sofrem um ataque cardíaco apresentam uma taxa de sobrevivência superior à das pessoas que não têm gatos.
  • Porque melhora o nosso estado físico já que o simples facto de acariciarmos o gato, escovarmos-lhe o pelo ou prestarmos-lhe algum outro cuidado contribui para a manutenção da mobilidade.

Benefícios ao nível da saúde mental

Se a nossa saúde física melhora ao vivermos com um gato, a nossa saúde mental não fica atrás – as duas estão frequentemente associadas. São várias as razões, mas de certeza que esta o irá surpreender: basta olhar para um gato para melhorar o nosso estado de espírito.

Ter um gato melhora a nossa saúde mental…

  • Porque acariciá-lo reduz o stress. Além disso, um estudo realizado em 2002 na Universidade Estatal de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, concluiu que as pessoas acusam menos stress em momentos de tensão quando os respetivos gatos estão junto de si do que na presença de pessoas próximas.
  • Porque não só melhora os estados depressivos, como os pet owners de gatos apresentam um menor risco de sofrer de depressão. As pessoas já diagnosticadas com depressão também podem melhorar pelo facto de ter de cuidar de um gato – reduz a obsessão com os problemas pessoais – e por receberem este amor incondicional que os animais de estimação sabem dar como ninguém; de facto, para alguns pacientes, o animal de companhia é mais eficaz do que a medicação porque a relação com o animal de estimação gera um aumento da produção de oxitocina, a chamada “hormona do amor” ou “do prazer”.
  • Porque melhora a nossa relação com o mundo exterior, isto é, o contacto com outras pessoas, entre outras coisas porque está demonstrado que as pessoas que têm gatos acreditam que, regra geral, quem tem animais de estimação é mais amável, pelo que o simples comentário de ter um gato fomenta as relações entre pessoas que não se conhecem.
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Benefícios para crianças e idosos

Qualquer um de nós pode beneficiar da convivência com um gato, mas há dois grupos populacionais para cuja saúde esta convivência é particularmente importante: as crianças e os idosos.

Ter um gato é bom para as crianças…

  • Porque aumenta a sua resistência imunitária, De facto, as crianças que não têm animais de estimação faltam à escola, em média, mais três semanas por ano do que aquelas que têm um animal de estimação. Por sua vez, quantos mais animais domésticos a criança tiver, menos alergias desenvolve tanto durante a infância como na idade adulta.
  • Porque o cuidar de um gato pode ajudar as crianças(principalmente as com défice de atenção e hiperatividade) a concentrar a sua atenção e a aprender a cuidar dele, o que também significa uma boa aprendizagem no que toca a assumir responsabilidades, partilhar e compreender o que significa o respeito pela vida e por outros seres vivos.
  • Porque no caso de crianças com problemas graves, tais como o autismo, os animais de estimação têm ainda maior importância uma vez que estas crianças interagem mais confortavelmente com os animais domésticos, o que pode contribuir para que depois interajam com o restante meio envolvente.
  • Porque melhora a capacidade linguística infantil ao desenvolverem o hábito de falar com o gato. Precisamente por essa razão, é maior o número de crianças com gaguez que não têm um animal de estimação do que aquelas que têm.
  • Como vê, são inúmeros os argumentos para que uma criança tenha um gato como animal de estimação. Dito isto, tem dúvidas sobre quais as melhores raças de gatos para crianças? Qual é o gato ideal para uma criança? Encontre as respostas a estas perguntas em “Como escolher o gato adequado para mim”. Claro que antes deve conhecer quais os aspetos mais importantes a ter em conta para saber se o gato é o animal de estimação adequado para a criança em questão, e para tal recomendamos-lhe a leitura do nosso artigo “O melhor animal de estimação para as crianças”.

Ter um gato é bom para a terceira idade…

  • Porque aumenta a autoestima e o sentimento de utilidade, principalmente quando as pessoas vivem sozinhas. Neste caso concreto, o gato torna-se um foco de atenção muito significativo e ao mesmo tempo uma grande companhia. Para que as pessoas na terceira idade se sintam motivadas a ter um gato, é fundamental contarem com o apoio familiar, principalmente se a sua principal preocupação for ter alguém que cuide do animal caso lhes aconteça alguma coisa. Encontre mais informações sobre os benefícios de ter um animal de estimação na terceira idade no nosso artigo “Zooterapia e os gatos na terceira idade”.

Benefícios para a sociedade

Os gatos também são benéficos para a sociedade em geral porque podem ser muito úteis em termos de terapia assistida por animais, conceito que surgiu por acaso no consultório de um médico psiquiatra enquanto este atendia uma criança autista na presença do seu cão.

Desde então e até aos dias de hoje, têm vindo a ser incorporados todo o tipo de animais, não só gatos, mas também golfinhos e cavalos.

Este tipo de terapia na qual a intervenção dos animais é fundamental também é eficaz na gestão da dor nos hospitais: os pacientes sujeitos a este tipo de terapia durante o período de recuperação pós-cirúrgico precisam de menos de metade dos medicamentos para a dor, segundo um estudo da Universidade de Loyola, em Sevilha.

Por último, está provado que a presença de animais de estimação no local de trabalho reduz o stress do trabalhador, facto que leva cada vez mais empresas a permitirem que os seus trabalhadores levem os seus animais de estimação para o local de trabalho, como é o caso da Royal Canin, para quem o conhecimento e o respeito pelos animais são fundamentais.