Termos gerais
Necessidades energéticas:
Quantidade variável necessária para compensar as perdas energéticas diárias do organismo. As necessidades energéticas variam consoante a idade, o estado fisiológico (crescimento, gestação, lactação), a actividade física ou o tamanho do animal.
Energia:
Para poder funcionar, o organismo do animal necessita da energia obtida a partir dos alimentos, de origem animal ou vegetal que consome. Durante a digestão esses alimentos são degradados em nutrientes que, uma vez absorvidos fornecem energia ao organismo. Assim, num alimento «premium» para cão ou para gato:
|
• 1g de proteínas fornece aproximadamente 4kcal; |
Enzima:
Molécula orgânica que pode acelerar ou desencadear uma reacção bioquímica no organismo.
Factor anti-nutricional:
Molécula existente num alimento que restringe ou altera a absorção intestinal de um ou mais nutrientes. Os factores anti-nutricionais são frequentemente destruídos pela cozedura.
Fibras alimentares:
Componentes presentes nos vegetais, formados pelas celuloses, as hemi-celuloses e as pectinas, não assimiláveis pelo organismo. Embora não possuam um poder nutritivo directo, as fibras alimentares são muito importantes devido ao seu papel: as fibras insolúveis facilitam o trânsito intestinal enquanto que as solúveis ou susceptíveis de fermentar participam na protecção da parede intestinal e no combate contra as bactérias responsáveis por diarreias.
Hormonas:
Substâncias indispensáveis ao funcionamento dos órgãos entre si, segregadas pelas glândulas endócrinas (ex: tiróide, pâncreas, glândulas supra-renais) e transportadas pelo sangue. Condicionam a actividade dos órgãos ou das células alvo, ao estimular ou inibir o seu funcionamento.
Quilocaloria:
Unidade de medida das necessidades energéticas do animal e da concentração energética do alimento.
1kcal = 1000 calorias = 4,18 quilojoules.
Metabolismo:
Conjunto de transformações bioquímicas que se processam num ser vivo para assegurar o seu desenvolvimento e sobrevivência; algumas reacções favorecem a construção por via da síntese (anabolismo), e outras a destruição por via da degradação (catabolismo).
Micronutrientes:
Nutrientes presentes em quantidades muito reduzidas no alimento (vitaminas, oligoelementos).
Nutrientes:
Moléculas orgânicas ou elementos minerais simples que entram na composição dos alimentos, indispensáveis para o funcionamento do organismo. Em função do estado deste último, produzir um alimento equilibrado é comparável a conseguir montar um puzzle em que cada peça é constituída por um nutriente diferente. São agrupados em famílias, denominadas princípios nutritivos: proteínas, lípidos, glúcidos, minerais, sem esquecer o mais importante de todos, a água.
Nutrição:
Conjunto de fenómenos através dos quais o organismo degrada os alimentos, absorvendo-os e utilizando-os para o respectivo desenvolvimento e manutenção da vida em função do meio ambiente. O equilíbrio nutricional dos alimentos permite:
- Produzir a energia de que o organismo carece constantemente;
- Fornecer os materiais necessários á construção e renovação permanente dos órgãos;
- Contribuir com pequenas quantidades de determinadas substâncias indispensáveis para o bom desenvolvimento dos fenómenos biológicos que se processam permanentemente nas células.
Vitaminas:
Uma vitamina é uma substância orgânica, sem valor energético próprio, necessária ao organismo e que o animal não consegue sintetizar em quantidades suficientes para o seu funcionamento normal. Como tal, deve ser obrigatoriamente fornecida pela alimentação numa quantidade diária suficiente.
Glúcidos
Compostos orgânicos com um papel essencialmente energético. Alguns glúcidos possuem uma função estrutural ou de higiene do tubo digestivo.
Classificam-se em duas categorias em função da sua composição:
- Os glúcidos ditos simples, também denominados «açúcares» (glicose, frutose, sacarose, lactose...) que se encontram nos frutos, mel, leite, açúcar e seus derivados;
- Os glúcidos ditos complexos, de entre os quais o amido (fonte de energia) e as fibras alimentares (indispensáveis à higiene global do tubo digestivo).
Amido
Substâncias de reserva próprias dos vegetais (cereais, batatas, massas...) formadas por milhares de moléculas de glucose e que constituem uma fonte de energia para o cão.
Celuloses
Elementos de suporte das plantas que constituem uma espécie de esqueleto destas últimas. São compostos por moléculas de glicose com uma interligação mais forte entre si do que no caso do amido. As celuloses permitem assegurar a higiene e o funcionamento do tubo digestivo (designam-se também por fibras).
Fruto-oligossacarídeos (FOS)
Glúcidos especiais pertencentes á categoria das fibras fermentescíveis (beterraba, soja, psyllium) que permitem inibir a proliferação de bactérias nocivas no tubo digestivo, estimular o sistema imunitário e melhorar a absorção dos nutrientes
Mano-oligossacarídeos (MOS)
Glúcidos fibrosos (MOS) existentes nas paredes das leveduras que permitem restringir a proliferação de bactérias patogénicas impedindo a sua fixação na mucosa intestinal e melhorar directamente a eficácia das defesas imunitárias do organismo.
Açúcares
Formas simples de reserva energética dos frutos, raízes e tubérculos (sacarose, frutose...). Não possuem qualquer papel nutricional ao nível do cão e podem estar na origem de diarreias, de obesidade ou de diabetes (a longo prazo).
Lípidos
| Os lípidos constituem uma família de substâncias orgânicas a que se dá o nome de matérias gordas. Representam a fonte de energia mais concentrada para o organismo do cão e alguns dos seus constituintes (ácidos gordos essenciais) são indispensáveis para o seu funcionamento. |
|
Proteínas
| As proteínas são moléculas em cadeia, constituídas por aminoácidos unidos entre si por ligações químicas e dispostos numa ordem perfeitamente definida que confere a natureza e o respectivo papel a cada proteína. |
|
|
| CaseínaA caseína é uma proteína extraída do leite que, para o cão, constitui uma das melhores fontes de aminoácidos indispensáveis. |
ColagénioO colagénio é uma proteína, a principal componente dos tecidos conjuntivos do animal: tendões, aponevroses, cápsulas articulares, cartilagens, matriz do osso… |
|
TirosinaA tirosina é um aminoácido que, no cão, permite combater o fenómeno da «síndrome de pêlo vermelho». |
|
Outros nutrientes
Quelatos
Um quelato é uma molécula orgânica natural que, em nutrição, serve como suporte para a fixação de um oligoelemento mineral e favorecer consideravelmente a sua digestibilidade.
|
|
Condroitina/ glucosaminaMoléculas glicídicas que entram na composição da cartilagem e evitam a degenerescência articular. |
ZeólitoArgila utilizada em nutrição para a prevenção e tratamento de alguns tipos de diarreias. |
|




