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Alimentação Caseira ou Industrial

Hoje em dia, a alimentação industrial constitui a solução mais simples e mais segura para os nossos animais. Não foi tudo obra de um só dia! Dos anos 20 até à época actual, o caminho percorrido tem sido longo e os progressos constantes.

Os apreciadores de gatos gostam por vezes de preparar «petiscos» para a sua mascote. É possível, mas nestes casos é fundamental reproduzir o alimento natural do gato, ou seja, incluir os mesmos nutrientes (proteínas, lípidos, glúcidos, vitaminas e minerais) que lhe seriam fornecidos por uma dezena de ratos por dia, sem falar nos pássaros e ervas consumidas!

Alimentação caseira

São as refeições que prepara em casa a partir de ingredientes como a carne, que é cozida juntamente com arroz e legumes.
Se por um lado tem possibilidade de controlar facilmente a qualidade dos ingredientes, por outro lado não pode garantir o equilíbrio nutricional nem o fornecimento adequado de todos os nutrientes necessários ao crescimento do seu gatinho, nomeadamente no que se refere aos minerais e vitaminas.

É possível alimentar um gato com uma preparação caseira, ou seja, composta por alimentos frescos, mas terá de respeitar algumas regras:

  • Ser rica em produtos de origem animal e enriquecida com minerais e vitaminas;
  • Assegurar o equilíbrio do alimento de forma a proporcionar proteínas e energia em quantidade suficiente;
  • Pesar os ingredientes, para verificar as quantidades administradas;
  • Certificar-se que o gato não irá proceder à selecção dos alimentos, consumindo-os na sua totalidade;
  • Acrescentar ao alimento base de carne, arroz ou massa, legumes verdes e óleo vegetal, um complemento mineral e vitamínico contendo cálcio e fósforo na proporção 2/1. Efectivamente, o alimento de um gato deve comportar cerca de 50 nutrientes.

Importante! Nunca lhe ofereça apenas carne. Apesar do gato ser um animal estritamente carnívoro, em estado selvagem não come apenas os músculos ou o fígado. Ingere igualmente os ossos e as vísceras das suas presas, por vezes herbívoros ou omnívoros. O seu regime alimentar encontra-se assim sensivelmente equilibrado.

   

Ingredientes da alimentação caseira

As carnes possuem características distintas: quanto mais ricas forem em colagénio (tendões, aponevroses) menor será o seu valor nutricional. No que respeita à carne de vaca, deverão ser escolhidos pedaços de qualidade intermédia. Poderá também recorrer-se a carne de cavalo. Este tipo de carne pode ser fornecida crua ou ligeiramente frita, mas não cozida. Por outro lado, a carne de porco deve ser bem cozinhada para evitar eventuais riscos de contaminação parasitária do animal. As carnes de aves, suportam todo o tipo de cozedura. Para o gato, todas estas carnes têm carências de minerais, especialmente de cálcio. O que se deve pensar dos produtos frescos vendidos sob a designação «carne para animais»? Desde que sejam retirados os tendões e as aponeuroses, a sua qualidade poderá ser aceitável, mas frequentemente continuam a ser muito ricos em matérias gordas. O recurso a estes produtos deverá constituir uma situação excepcional.

As vísceras devem ser utilizadas com moderação, nomeadamente o fígado, devido ao seu elevado teor em vitamina A. Não deve representar mais do que 10% do alimento do gato. Trata-se de uma fonte de proteínas de qualidade média, adequada ocasionalmente a um gato sedentário devido ao seu baixo teor energético.

O peixe constitui também uma fonte de proteínas de boa qualidade. Deve obrigatoriamente ser arranjado e cozido, uma vez que as vísceras podem conter um factor antagonista da vitamina B1, a «tiaminase», que pode dar origem a distúrbios nervosos. O inconveniente desta matéria-prima é, obviamente, o elevado número de espinhas. Distinguem-se os peixes gordos (com mais de 8% de gordura) tais como a cavala, a sardinha ou o arenque, os peixes magros (com menos de 5% de gordura) como o bacalhau, a pescada negra, a raia, a dourada, e os peixes intermédios como o linguado, a solha e todo o tipo de peixes de formato plano.

Os ovos, desde que a clara seja cozida, assim como os lacticínios são fontes de proteínas de boa qualidade. No entanto, existem grandes variações individuais no que diz respeito à digestão da lactose, o açúcar do leite. Se, por um lado o gatinho possui lactase em abundância - enzima indispensável à digestão do leite - o adulto não é, por isso, por vezes evidencia intolerância. Em contrapartida, devido ao facto de não conterem lactose os iogurtes são sempre bem digeridos e podem contribuir para a conservação da flora intestinal. Por último, os queijos não fermentados são geralmente bem tolerados.

Os cereais constituídos por amido, são fonte de energia. Devem ser bem cozidos para evitar fermentações intestinais. Os cereais tufados são uma boa fonte de energia para os animais. O arroz deve ser bem cozido, até ficar com uma consistência pegajosa.

Os legumes constituem um importante aporte de fibras, formam uma base que dilui a energia e acelera o trânsito digestivo. Infelizmente, o gato geralmente ignora-os e, como tal, devem ser muito bem incorporados no alimento. As batatas só podem ser utilizadas sob a forma de puré, muito cozidas. Os legumes secos (grão de bico, feijões) não são aconselhados porque provocam flatulência.

   

Alimentação industrial

A principal vantagem destes alimentos é o facto de fornecerem ao seu gatinho todos os elementos indispensáveis a um desenvolvimento harmonioso e a um crescimento regular. São elaborados cuidadosamente, utilizam os mesmos ingredientes e obedecem às mesma regras sanitárias que a alimentação humana. Duas vantagens adicionais e não menos importantes deste tipo de alimentos: o seu custo é bastante inferior ao das preparações caseiras e não exigem qualquer tipo de preparação.

Os alimentos industriais apresentam-se sob três formas:
húmida, semi-húmida e seca.

Alimentos húmidos

Contêm 70 a 82% de água. São esterilizados em embalagens estanques. Recorrem sobretudo à carne e subprodutos. Podem apresentar diversas texturas às quais o gato se mostra muito sensível. Distinguem-se assim as pastas, os «patés» e os pedaços, estes últimos de tamanho variável. São compostos também por cereais e legumes muito bem cozidos, graças ao processo de esterilização. São complementados por minerais e vitaminas.

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Alimentos semi-húmidos

Contêm 30 a 60% de água. São semi-conservas estabilizadas através da incorporação de conservantes tais como glicerol, propilenoglicol ou ácido sórbico.

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Alimentos secos (croquetes)

Contêm 7 a 10% de água e 90 a 93% de matéria nutritiva seca.
Os alimentos secos são ideais para o gatinho, uma vez que o animal adora mordiscar e comer a sua refeição em pequenas doses.
Os croquetes estão perfeitamente adaptados a esse tipo de comportamento alimentar, graças ao seu longo prazo de conservação e por se manterem sempre estaladiços.

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Diversos factores explicam a opção dos consumidores pelos alimentos secos e, particularmente, por aqueles de qualidade elevada:

  • Performance e economia: são perfeitamente equilibrados e as suas propostas «nutricionais» são adaptadas às necessidades específicas de cada animal: contém mais de 90% de matéria seca directamente nutritiva.
    Com um peso idêntico, alimenta 4,7 vezes mais do que um alimento húmido (70 a 82% de humidade) representando um custo de utilização 3 vezes inferior ao dos alimentos húmidos e nitidamente inferior ao das preparações caseiras.
  • Garantia de quem os prescreve.
  • Ergonomia e muito prático: uma vez aberto conserva-se durante mais tempo, a sua dosagem é fácil e não exige qualquer preparação. O transporte é menos incómodo e a armazenagem é fácil.
   

Vantagens e desvantagens

Tipo de alimento

Vantagens

Desvantagens

Alimento seco
(croquetes)

Não sofre alteração depois da abertura. Mais nutritivo e mais económico do que os alimentos húmidos. Administração prática. Boa conservação quando servido em regime «self-service».

Requer ingestão de água. Sofre alterações quando conservado num local húmido.

Alimento
semi-húmido

Grande apetência. Embalagem prática para dosagem diária.

Requer frequentemente a conservação num frigorífico ou congelador. Alteração um vez aberta a embalagem. Sofre alterações quando mantido num local húmido. Fonte de intolerância digestiva para alguns gatos.

Alimento húmido
(conserva)

Fácil conservação, embalagem duradoura. Grande apetência.

Custo elevado (nutrientes diluídos em água). Transporte e armazenamento difíceis. Pouco prático para utilização «self-service». Alteração uma vez aberta a embalagem.