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Problemas Buco-Dentários

Saiba mais sobre placa dentária, tártaro, doença periodontal, destartarização, higiene bucodentária, entre outros conceitos sobre a higiene oral do seu cão.

Placa dentária e tártaro

A acumulação de tártaro é muitas vezes encarada pelos donos como um sinal comum de envelhecimento no cão. No entanto, o tártaro constitui uma das etapas de uma doença grave, a doença periodontal, suscetível de atingir os tecidos de sustentação do dente. Numa fase final, esta doença é responsável pela fragilidade ou queda prematura dos dentes.

O que é a placa dentária?

  • Ao longo do tempo, as bactérias da cavidade oral (mais de 300 espécies!) combinam-se com a saliva para formar na superfície dos dentes um “biofilme” bacteriano muito resistente, que constitui a placa dentária;
  • Para além das bactérias, a placa é constituída por componentes salivares e subprodutos de origem bacteriana. Estes constituintes estão agregados numa estrutura entrelaçada, dando origem a uma coloração amarelada dos dentes do animal;
  • A sua formação é muito rápida ocorrendo em menos de 6 horas após a limpeza dos dentes;
  • A acumulação de placa dentária no bordo gengival causa uma inflamação das gengivas (gengivite) e é responsável pelo mau hálito (halitose).

Como se forma o tártaro?

  • A placa dentária pode mineralizar-se pela fixação do cálcio salivar transformando-se, assim, em tártaro;
  • O tártaro é responsável pela aparência rugosa e textura áspera do dente, características que facilitam a aderência e a retenção de bactérias;
  • No cão, o tártaro é sobretudo visível no maxilar superior, nomeadamente nos dentes molares e pré-molares;
  • O tártaro pode ser classificado em 2 tipos: supra-gengival e sub-gengival;O primeiro é aquele que está visível, provocando principalmente problemas de ordem estética.
  • O segundo, tártaro sub-gengival, não se vê, mas é o que contribui para as doenças da gengiva. Juntamente com as bactérias da placa dentária, pode provocar a destruição do ligamento que une o dente à gengiva e ao osso alveolar.

SABIA QUE...

• O mau hálito está diretamente relacionado com a quantidade de placa dentária depositada nos dentes do seu animal.

• A acumulação do tártaro promove o desenvolvimento de lesões da cavidade oral.

• O excesso de tártaro pode conduzir à inflamação das gengivas, provocando, assim, uma gengivite. Se esta inflamação evoluir, pode haver destruição do tecido que fixa o dente à gengiva, aumentando a mobilidade dos dentes.

• Os casos mais graves podem evoluir para a queda dos dentes.

• A presença de hidratos de carbono na dieta estimula o desenvolvimento das bactérias, e, consequentemente, a formação da placa dentária. Esta é uma das razões pela qual não se deve fornecer “doces” aos animais visto serem ricos em sacarose, um hidrato de carbono.

• Os cães de raça pequena têm tendência para acumular um maior depósito de tártaro, comparativamente às raças de grande porte.

• Os alimentos de consistência mole e viscosa têm tendência a depositarem-se na superfície dos dentes. Os alimentos secos de textura dura solicitam um mínimo de mastigação e favorecem a escovagem natural dos dentes.

Doença periodontal

Trata-se de um termo geral aplicado às afeções inflamatórias que afetam o conjunto dos tecidos de suporte do dente (periodonto) e que se acompanha por uma perda de ligação entre o dente e a gengiva. É a afeção bucodentária mais frequente da cavidade oral do cão. Tanto os cães como os gatos estão sujeitos ao desenvolvimento desta afeção, embora pareça existir uma predisposição genética nos cães de raças pequenas. A doença é particularmente grave nestes cães, porque a mandíbula é proporcionalmente mais pequena e mais sofre lesões com mais facilidade.

Desenvolvimento da doença periodontal

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A verdadeira causa não é o tártaro, mas a placa dentária. Ao longo do tempo as bactérias da cavidade oral combinam-se com a saliva para formar na superfície dos dentes um «biofilme» bacteriano muito resistente, que constitui a placa dentária.

Esta provoca rapidamente uma inflamação da gengiva (gengivite) responsável pelo mau hálito (ou halitose). Nesta fase, se a placa for eliminada, a doença é reversível.

Ao acumular-se a placa progride imediatamente sob a gengiva e enriquece-se com novas bactérias capazes de se desenvolverem sem oxigénio. Estas bactérias são responsáveis pelo agravamento da gengivite e pela evolução para uma inflamação periodontal irreversível - periodontite.

Animais que devem ser aconselhados a fazer um avaliação da cavidade oral no médico veterinário:

  • Animais com mau hálito;
  • Cães de raça pequena a partir dos três anos de idade;
  • Animais com tártaro;
  • Animais com má implantação dentária;
  • Animais geriátricos;
  • Animais que salivem excessivamente ou que apresentem durante a mastigação.
   

Destartarização

Enquanto que a placa dentária pode ser removida através da escovagem dos dentes, o tártaro apenas é removido pela destartarização. Este é um procedimento veterinário realizado unicamente sob anestesia geral, para evitar qualquer sensação dolorosa e stress associados à utilização de ultrassons. Todos os dentes são destartarizados, um a um. No final do processo de destartarização, normalmente procede-se ao polimento dos dentes, para alisar todas as irregularidades na superfície do dente que possam favorecer uma nova deposição bacteriana.
A destartarização é igualmente o momento certo para proceder à remoção de qualquer dente que se encontre descarnado e que apresente mobilidade.

   

Higiene Bucodentária

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A higiene dentária é a base de toda a prevenção Existem vários métodos para promover a higiene bucodentária, sendo a escovagem diária dos dentes o método mais eficaz de todos.

Não é obrigatório utilizar um dentífrico. Na realidade, a própria fricção da escova no dente intervém na eliminação da placa dentária, embora o gosto agradável do dentífrico possa facilitar a manipulação.

Está contraindicado a utilização de dentífricos para humanos, pois contêm um nível de flúor que pode ser tóxico para o animal, uma vez que estes o ingerem! Para além disso, os aromas utilizados nestas pastas normalmente não agradam aos animais. Em relação à escova, pode utilizar-se uma escova indicada para humanos, mas é conveniente evitar as escovas duras, pois são mais traumatizantes.

As escovas veterinárias têm a vantagem de uma melhor ergonomia adaptada à conformação da boca do cão.

O que deve fazer:

  • Faça visitas regulares ao Médico Veterinário para monitorizar a saúde bucodentária do seu animal;
  • Habitue o seu animal desde cedo à rotina diária da escovagem dos dentes;
  • Utilize um dentífrico formulado especialmente para animais de companhia;
  • Após a escovagem, recompense o animal com um jogo, um passeio, etc.;
  • Preserve a saúde bucodentária do seu animal, oferecendo-lhe um alimento especialmente concebidos para este efeito;
  • Destartarize o seu animal quando o médico veterinário recomendar: quanto mais adiar, mais depressa a doença periodontal evolui para uma fase irreversível.

O que não deve fazer:

  • Considerar normal o mau hálito do animal;
  • Deixar evoluir a doença periodontal, quando diagnosticada;
  • Dar ossos ou espinhas para o animal mastigar, pois para além de poderem magoar as gengivas e os dentes, entre outros problemas, podem provocar obstipação.
   

Alimentação específica

Quando a escovagem diária não é uma opção prática, existem várias estratégias alternativas que permitem manter a saúde oral dos cães. A textura do alimento é um fator importante a ter em consideração. Regra geral, os cães alimentados com dietas húmidas apresentam uma acumulação crescente de placa dentária e de tártaro e uma gengivite mais grave do que quando a sua dieta consiste de alimentos secos. No entanto, está demonstrado que os cães que consumem alimentos secos ou húmidos desenvolverão, mais cedo ou mais tarde, placa dentária e tártaro;

Os croquetes promovem um efeito mecânico de limpeza dos dentes:

  • Os croquetes possuem um efeito de autolimpeza à medida que o cão os mastiga, reduzindo significativamente a acumulação de placa dentária;
  • O efeito mecânico de limpeza dos dentes é obtido unicamente através da formulação de um croquete com forma e textura específicas, que obrigam o animal a mastigar;
  • A distância de penetração do dente no croquete otimiza o efeito de escovagem. Um croquete de forma retangular (comparativamente ao formato triangular) favorece a ação mecânica e permite uma redução significativa da placa dentária (Servet, 2003);
  • O tamanho do croquete deve ser escolhido em função do animal e deve estar adaptado ao tamanho dos seus dentes e à força das suas mandíbulas;
  • Para além disso, a mastigação estimula a produção de saliva que contém agentes anti-infecciosos.

Os croquetes podem ainda exercer um efeito químico de limpeza dos dentes, ao serem revestidos por um composto, como por exemplo os fosfatos de sódio, que captam o cálcio salivar retardando a mineralização da placa dentária.